O mundo de um youkai
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[Descobrindo Draco]
Harry ficou mais ou menos uma ou duas horas na livraria, até que Ron e Hermione apareceram lá, Ron com o braço pelo ombro da menina e esta com o braço na cintura dele.
“Harry! Você disse que ia ao banheiro!” exclamou a menina repreendendo-o assim que o encontrou.
“Ah, foi mal… é que eu lembrei que tinha uns HQ’s aqui que eu queria ler e acabei me distraindo, disse o menino tentando parecer inocente.
“Ei cara, tá afim de ir no cinema?” perguntou Ron parecendo nem um pouco alarmado com a deixa que Harry dera para que ele ficasse a sós com Hermione.
“Sei lá… ces não preferem ver sozinhos não?” perguntou Harry dando um sorrisinho maroto.
“Claro que não né Harry!” disse Hermione zangada.
“Anda logo ô manézão!” Ron afirmou, como sempre falando meio alto.
Harry pôs o HQ de lado, se levantou e seguiu os dois até o cinema. Lá eles escolheram um filme de romance, por insistência de Harry, que na verdade estava afim de chorar com alguma história de amor, pensando por quê esse tipo de coisa não acontecia na vida real, e por quê ninguém o amava… ainda por cima se estivesse com um casal ao lado, era batata! Ele ia ficar deprimido e arranjar mais um motivo pra chorar, dizer que não valia nada e ficar cabisbaixo jogado em um canto qualquer.
Quando entraram na sala, Ron e Hermione sentaram na ultima fileira, Harry sentou perto de Hermione, se distanciando uma cadeira do casal, não queria de fato dar uma de vela, só queria chorar em paz. Como entraram cedo na sala Harry ficou um tempo mofando, esperando o filme começar, estava largado na cadeira observando as pessoas entrarem…
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Draco encontrou seus amigos na porta do shopping, depois que todos se reuniram, o que demorou mais ou menos entre uma e duas horas. Eles pretendiam assistir algum filme, Draco e os meninos queriam ver um filme de ação, porém as garotas conseguiram convence-los a entrar numa sessão de filme meloso… como a maioria dos caras queria “ficar” com as meninas durante a sessão de filme, eles aceitaram, afinal, nada melhor que um filme romântico para conseguir o beijo de uma menina, além de não precisarem prestar atenção alguma ao filme, já que não faziam real questão de entende-lo. Como cada garoto tinha um par, Draco teve de aceitar fazer ‘par’ com Pansy, afinal, dessa vez não iria conseguir arranjar uma desculpa decente para dispensá-la.
O grupo entrou no cinema, procurando um local para sentar, aparentemente uns idiotas já tinham chegado antes e se sentado na última fileira (muito cobiçada por casais), então eles resolveram sentar na fileira antes da última, quando estavam chegando lá, as luzes se apagaram, portanto eles tatearam até poderem se acomodar, cada um ao lado de seu ficante.
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Harry viu uma cabeça loira e arrogante entrando no cinema junto com um grupinho de playboys e patricinhas. O menino afundou-se em sua poltrona, não queria que o playboyzinho arrogante o visse ali. Harry observou Draco chegando cada vez mais perto, com o braço em volta de uma menina.
“Que raro, esse playboyzinho saindo com uma menina tão mais ou menos!” pensou Harry, o grupo aparentemente ia se sentar na fileira da frente a que Harry, Ron e Hermione estavam sentados. Harry afundou ainda mais na cadeira, não queria que o cabeça de parafina o visse, não teria o que dizer e não queria que uma discussão estragasse o clima depressivo que já havia criado dentro de si.
Entretanto, por sorte, no exato momento em que eles chegavam mais próximos as luzes se apagaram. “Ufa!” pensou Harry aliviado, voltando a se inspirar em um sentimento de ausência e solidão.
Porém, infelizmente a sorte parecia não querer deixa-lo ficar triste em paz, Draco e sua namorada resolveram sentar exatamente na frente de Harry….. ótimo, tudo que ele não precisava, ficar assistindo um dos pegas do playboyzinho….
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O filme já havia começado há um tempo, contudo Harry nem reparava nele, assistia mais ao Draco e sua namoradinha do que ao telão em si, muito embora às vezes olhasse para o telão nas partes mais densas, porém, quando o caso entre Draco e a menina ficava quente, era pra eles que olhava.
Harry havia entrado naquela sessão afim de chorar, mas agora se segurava o máximo para não fazer barulho ao rir. Draco sentara com a menina, e no começo mantinha o braço desleixadamente sobre o ombro dela, quando o filme começou a menina encostou a cabeça sobre o ombro dele, que tossiu visivelmente incomodado. Harry riu, Draco parecia naquele momento mais um gay recatado do que tudo, e aparentemente a menina não reparava no incomodo que o playboy parecia sentir.
Depois de um tempo, Draco fingiu que ia pegar algo no bolso, obviamente uma desculpa para poder tirar o braço do ombro da menina, após remexer um pouco pegou um pacote de bala, pôs uma na boca e ofereceu outra a garota, que aceitou. Mas como Harry previa, Draco não voltou a passar o braço em volta do ombro dela.
Inicialmente achou que o caso de Draco tivesse terminado ali… ledo engano. Após um tempo a menina percebeu que Draco não voltaria a passar o braço por seu ombro. E foi então que começou de fato a diversão de Harry….
Ela abraçou Draco pela cintura, assustando não só o surfista, como Harry, que começou a rir silenciosamente da situação, por um momento Draco ficou meio duro, surpreendido com a investida… todavia, percebeu que não tinha escolha, e pôs o braço sobre as costas dela.
Harry não conseguiu ouvir direito, mas viu que Draco falou algo baixinho para a menina que em resposta falou suficientemente alto para ser ouvida:
“Ah eu não ligo pro filme não, eu quero ficar agarradinha em você!”
Draco olhou com cara de espanto e terror para a menina, que estava com a cabeça abaixada no peito dele e por isso não viu sua expressão.
Harry teve um acesso de riso incontrolável, ele balançou para frente e para trás rindo, tentando evitar fazer barulho. Era divertidíssimo ver o surfista se dando mal com uma garota aparentemente louca por ele, mas que ele não estava nem um pouco afim de ‘pegar’.
Porém o playboy parecia esperto, depois de aparentemente se cansar de ficar meio que abraçando a garota contra sua própria vontade, levantou-se com a desculpa de que iria no banheiro.
Harry esperou para ver se a menina tomaria alguma atitude após a saída de Draco, à primeira vista parecia que ela não pretendia fazer nada. Harry voltou a prestar atenção no filme, ainda com um sorrisinho no rosto.
Em certo momento, o filme chegou no seu clímax de romance, Harry olhou para o lado e viu Ron e Hermione se beijando, em frente do casal, os amigos de Draco pegavam as meninas que haviam trazido. Nesses momentos Harry estaria muito provavelmente se acabando em lágrimas, mas ele nem prestava atenção direito ao que se passava no telão, pois viu a acompanhante de Draco observar meio que sonhadoramente os casais envolta dela se beijando.
Quem olhasse para Harry naquela hora poderia ver nele um sorriso bem maquiavélico, afinal, ele poderia muito bem prever o que a garota estaria planejando, e Draco iria ter de voltar em algum momento “Huhuhuhuhuhu. Ah, se teria que voltar…..” pensou Harry e quando ele chegasse… O menino já podia imaginar o que a garota iria querer com Draco. “Huhuhuhuhuuuhuhuhu!” riu Harry consigo mesmo.
Um bom tempo depois, enfim Harry viu Draco chegando com um pacote de pipoca e um copo grande de refrigerante, ele era esperto, essa era uma boa desculpa para a sua demora…
Contudo, isso provavelmente não teria efeito… Harry imaginava perfeitamente bem que a pipoca não faria diferença na hora de a menina tentar alcançar seu objetivo. E meninas com um objetivo forte são bem incisivas.
Aparentemente Draco não reparara, ou pelo menos não demonstrara notar os casais se pegando em toda a fileira, ou então não ligou isso a possíveis intenções da menina de imitar os outros.
Draco sentou-se e ofereceu pipoca à garota, que aceitou. Agora Harry abstraia todo o mundo a sua volta, prestando atenção unicamente aos dois a sua frente. Draco havia colocado a pipoca entre os dois, e o refrigerante também, talvez ele achasse que assim a menina não teria como ficar agarrando ele… Harry sabia que a garota não iria desistir tão rápido, ficou só esperando como ela ia superar a distância imposta pelo surfistinha arrogante.
Finalmente ela parecia ter enxergado uma brecha. Na hora de tomar refrigerante, Draco desviava a vista do filme e olhava para baixo, e foi num desses momentos que a menina atacou, aproveitou que Draco tirara a vista do filme e chamou seu nome de um jeito manhoso, Draco olhou-a meio que instintivamente.
A garota passou rapidamente a mão por de trás do pescoço do surfista esnobe, e tascou-lhe um beijo, Draco ficou com os olhos esbugalhados, Harry teve um acesso de riso com a cara do menino, tentou rir em silêncio. Draco continuou com cara de choque, mas correspondeu ao beijo, segurando trêmulo nos ombros da menina, ele parecia não ter coragem de empurrá-la, ao que ela deve ter entendido como uma correspondência ao beijo, então inclinou-se mais sobre ele, derrubando a pipoca no colo do garoto, Draco soltou a menina por um instante entrando num estado que ultrapassava o choque, beirando o terror.
Nesse momento Harry não agüentou e seu riso pôde ser ouvido por todo o cinema, ele estava de fato tendo um acesso, não conseguia nem respirar, só rir e rir, reparou que alguns dos casais haviam parado de se beijar para olha-lo rir, tentando adivinhar o que o menino poderia ter achado de tão engraçado naquele cinema, afinal o filme era um drama romântico.
Ron e Hermione foram um dos casais que param de se beijar para ver o que estava acontecendo, aparentemente Draco também queria parar para ver, mas a menina não lhe permitia, pois estava prendendo a cabeça do menino entre os braços entrelaçados atrás da cabeça dele. O que só aumentou a risada de Harry que começou a incomodar não só as pessoas próximas a ele como a sala inteira.
Hermione cutucou Harry.
“Harryyyy…” disse a menina sibilando “Harry, pára com isso! Que ce ta fazendo?” ela falava tudo num cochicho nervoso.
“Eu…… eu…..” tentou explicar o menino controlando o riso, porém, o máximo que conseguiu foi soltar um ganido. Pelo menos conseguiu continuar a rir sem fazer barulho, muito embora se contorcesse na poltrona.
Depois de um tempo o acesso de Harry passou, ele enxugou as lágrimas de riso, olhou pra frente, e ficou meio decepcionado ao ver que aparentemente Draco conseguira se livrar do beijo da menina, e só estava de novo com o braço em volta dela. Mas Harry não reclamou, ninguém conseguia fazê-lo ter um acesso de riso há muito tempo. Harry não tinha ficado deprimido como pretendia ao ir ao cinema, mas só de ver aquele surfista idiota se dando mal e sendo pego a pulso por uma menina, tinha lhe valido o final de semana inteiro.
Assim que viu que o filme ia terminar Harry falou para Ron e Hermione que ia no banheiro e saiu correndo da sala, antes que as luzes se ligassem, na verdade ele pretendia sair antes que Draco pudesse querer reconhecer quem era a pessoa que ria atrás de si.
Harry saiu do cinema e foi esperar Hermione e Ron atrás de uma pilastra, assim poderia ver quem saia do cinema, e se visse o surfista idiota poderia se esconder.
oOo
“Droga…. eu disse que a gente devia ter vindo pra cá antes… agora tenho que ficar tateando no escuro.” pensou Draco de mau humor sentando na penúltima fila da sala de cinema, já que uns idiotinhas estavam sentados na última fila.
Ao se sentar tentou tirar o braço de cima do ombro de Pansy, mas a menina segurava o pulso dele, impossibilitando que tirasse de forma discreta o braço. Draco ficou um tempo prestando atenção no filme, tentando abstrair que Pansy ficava se escorando nele… Mas o filme era tão chato, sem ação, uma forma melosa, basicamente, um saco. Fora a pessoa atrás dele, que de vez enquanto batia com o pé na cadeira, incomodando-o.
Quando Pansy começou a se assanhar para ele de forma mais descarada, entrelaçando os dedos dela nos dele e encostando a cabeça no peito dele, Draco achou que era hora de parar com isso. Lembrou-se que tinha um pacote de bala no bolso, esta poderia ser como uma ótima desculpa. Não tardando ele tentou da forma mais displicente possível tirar o braço do ombro da menina, que pelo menos não ofereceu resistência, pegou o pacote de bala, colocou uma na boca e ofereceu outra para a Pansy, que a aceitou.
Draco respirou mais aliviado, achando que tinha se livrado de vez dela, pelo menos por um tempo. E foi o que ocorreu, Draco conseguiu continuar olhando para o telão sem mais incômodos, muito embora parecesse estar atento, ele nem mesmo sabia o que se passava com os personagens no filme. Na verdade ele pensava nos carros que compraria quando tivesse seu próprio dinheiro… e talvez pudesse sair com uma garota muito mais atraente do que Pansy, a outra mulher talvez nem precisasse ter muito cérebr……
Antes que ele completasse os seus devaneios sobre a mulher perfeita, Pansy fez aquilo que ele pretendia evitar toda a sessão, ela o agarrara. Estava abraçada nele, agarrando-o, Draco levou um susto, e ficou um pouco aterrorizado com todo aquele contato.
“Pansy, não vá perder o filme, está muito interessante, desse jeito você não pode vê-lo.” disse ele bem baixinho num tom meio feliz, pois foi um alivio ter conseguido pensar tão rápido em uma desculpa para ela largá-lo.
“Ah eu não ligo pro filme não, eu quero ficar agarradinha em você!” disse Pansy manhosa. Draco ao ver que sua tentativa de afastá-la não deu certo, entrou em pânico, não queria ficar com aquela menina e deixar que os outros pensassem que ele estava abaixando o seu nível de seletividade de garotas. Afinal, ele tinha costume de só ficar com as pessoas mais desejadas, não com alguém como a Pansy, que ele só deixava que andasse grudada nele porque era amiga de sua prima, e esta cobra-lhe um favor, dizendo que deveria deixar Pansy andar com ele e tratá-la bem.
O filme continuou na sua forma melosa, para Draco parecia que só tinha gente chorando, uma melosidade que ele não suportava, por isso não tinha conseguido prestar atenção por mais de 2 minutos. O tempo passou e Draco não conseguiu mais agüentar aquela posição incomoda e aquela menina com cheiro enjoado.
“Pansy, vou no banheiro, já volto.” disse ele se desvencilhando da garota, quando viu a cara dela de ‘tristeza’ sentiu mais vontade ainda de sair correndo, até a cara de tristeza dela parecia melosa, Draco sempre odiara pessoas melosas.
Ao sair da sala de cinema o menino sentiu-se aliviado, a porta se fechou atrás dele no exato momento em que uma das personagens gritava algo como: “Durante todos esses anos eu nunca te esqueci!”. Agora era só arranjar algo para fazer, porque ele não pretendia voltar para aquela sala nem tão cedo.
Draco andou até perto da lanchonete interna do cinema, onde vendia porcarias para se comer durante a sessão, pipoca e refrigerante. O menino se encostou no balcão, ficou pensando sobre uma nova prancha que queria comprar, teria de esperar seu pai voltar de viagem para poder fazer isso, afinal, ele não tinha permissão de comprar nada realmente caro na ausência dos pais. E pranchas eram uma dessas coisas.
O pai dele costumava viajar pelo mundo desde que Draco era muito pequeno, o menino se lembrava vagamente que quando ele era bem criança, com uns seis anos, seu pai ainda não viajava muito, mas desde aquela época eles tinham uma relação distante, sua presença não fazia muita diferença na vida do filho, a não ser quando Lucius tinha de exigir do filho notas boas, pois Draco sempre tinha que ser melhor que os outros, já que para o velho, Draco era uma pessoa superior, e não deveria se misturar com pessoas diferentes dele, como por exemplo, pessoas de classes mais simples, deveria sempre tratá-las como se ele fosse seu superior.
Em relação a isso, Draco só lembrava que quando era criança tinha tido um amigo muito especial, embora ele não se lembrasse porquê, mas aparentemente essa amizade não agradava a seu pai, que o tirou da escola só por causa desse amigo, mas de qualquer jeito, isso eram águas passadas, já que agora Draco nunca se misturaria com as pessoas erradas.
O jovem ainda ficou um tempo divagando em frente a lanchonete, até resolver que já era tempo de voltar para dentro do cinema, não era adequado deixar acompanhantes sozinhos no cinema, por mais que ele nem ao menos quisesse tal companhia, para ter uma desculpa por sua demora, Draco resolveu comprar pipoca e refrigerante, pelo menos desse modo podia ter dito que a fila tava grande, muito embora não tivesse absolutamente ninguém ali além do atendente e ele.
Já trazendo a pipoca e o refrigerante, ele entrou de novo na sala de cinema, onde ele sabia que Pansy o esperava.
Chegando à fileira em que seu amigos estavam Draco se sentou e teve a brilhante idéia de colocar a pipoca entre ele e Pansy, com a desculpa de que assim era mais fácil de os dois pegarem, também evitando que a garota tentasse agarra-lo novamente.
Parece que ele havia conseguido atingir seu objetivo, a garota não mais tentara entrar em contato físico com ele, Draco finalmente relaxou e aproveitou o momento para comer a pipoca em paz… santa pipoca, o separando de um destino trágico! Quando o menino ia tomar mais um gole da bebida ele ouviu a voz super melosa de Pansy:
“Dracoooo…”
Ele olhou para ver o que ela queria, e se arrependeu amargamente por isso, sem nem ao menos saber como, a garota agarrou-o e forçou-lhe um beijo, ele levou um susto tão grande que ficou sem reação… seus pensamentos passaram a mil, mas a pergunta em sua mente que mais vibrava seu crânio era: “Que porr…?”, percebendo que se alguém o visse daquela forma, pasmo, com uma menina lhe beijando ele passaria uma vergonha, Draco resolveu segurar os ombros da menina, pelo menos tentando aproveitar o beijo inusitado, claro que o idiota que estava sentado atrás dele não ajudava em nada, a criatura parecia que tinha pulga na cueca, ou estava tendo convulsões, porque não parava de bater na cadeira de Draco com as pernas.
Só que o erro de Draco foi querer aparentar corresponder o beijo, porque no instante seguinte a menina se jogou em cima dele, derrubando toda a pipoca no colo dele… deixando-o muito frustrado, estava sujando a roupa, perdendo a pipoca e dando um beijo que não queria de jeito nenhum e estava tentando evita-lo a todo custo desde o começo da manhã…. mas que dia de mer–! Draco tentou se concentrar mesmo assim naquele beijo, porém a pessoa atrás de si agora dava altas gargalhadas se agitando ainda mais na cadeira, Draco estranhou, não imaginava que o filme fosse tão engraçado, muito embora não conseguisse olhar para a pessoa para ver exatamente do que ela tava rindo, pois Pansy havia entrelaçado os braços atrás do pescoço dele, fazendo com que Draco perdesse sua mobilidade de olhar para direita ou para esquerda. E a droga da pessoa atrás dele ria mais e mais alto, irritando Draco ainda mais, que tentava abstrair o barulho. Porém, quando a pessoa parou de rir, suas convulsões voltaram mais fortes, balanço de forma mais incômoda ainda a cadeira de Draco.
Quando Pansy diminuiu a velocidade do beijo Draco pegou a brecha e separou-se dela, não agüentando mais o cheiro adocicado do perfume que ela usava. Graças a Deus o filme parecia estar mais ou menos no final, pois parecia que a provável personagem principal já ia correr atrás do ‘amado’, Draco não pôde evitar um suspiro de alívio, que logo em seguida foi acompanhado por um suspiro de Pansy que se agarrou nele, a diferença era que o suspiro de Pansy provavelmente se devia a ela ter interpretado o suspiro de Draco como um de satisfação e por isso soltou um também.
Draco fez uma cara ainda pior de nojo.
Mais um pouco e os personagens do filme pareciam finalmente terem encontrado seu final feliz, começaram os créditos e as luzes se acenderam. Draco fez questão de levantar o mais rápido que podia, evitando assim que Pansy tentasse novamente beija-lo. Nessa hora ele se lembrou da pessoa que ficava batendo às suas costas, resolveu dar uma olhada em quem era, e quem sabe de quebra conseguir descontar em alguém sua frustração.
Virou-se já com uma cara mal humorada, porém, infelizmente não viu ninguém, a não ser um casalzinho mais a direita se beijando.
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