O mundo de um youkai
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[Convidando]
“Harry, você está parecendo um pimentão!” disse Hermione rindo da pele vermelha do amigo.
“Ah, valeu…” respondeu de mau humor.
“Você, indo à praia?… Eu sinto vontade de rir só de imaginar!” Hermione riu de novo, e Harry fechou mais a cara. “Mas também, você deu bobeira, tinha era que ter usado protetor solar fator 500.”
“E aonde eu encontro um desses?” perguntou incrédulo.
“Hahahahahahahahaha… É claro que não existe um protetor solar com esse fator! Mas se existisse era o quê você tinha que usar!”
“Ah… lá tinha no máximo fator 30.”
Harry havia voltado da ida à praia com Draco, e marcara de se encontrar com Hermione no shopping, estava agora precisamente na HZ (Hot Zone) – um parque indoor que tinha na Barra, bairro longínquo de tudo, porém cheio de locais interessantes, como o BarraShopping (que tinha a HZ), rings de patinação, lasershots, cinemas muito bons e ainda por cima um parque de diversão chamado Terra Encantada (rolavam boatos de que o parque era da Xuxa). Harry estava na Hot Zone sentado no chão com Hermione, esperando Ron voltar com qualquer coisa que ele tinha ido comprar.
“Tinha lá aonde? Na farmácia?” questionou a garota.
“Não, eu… bem, não est…”
“E aí Harry!”
“AAAAAAAAAAAAAAAARRRREEEEE! Minhas costas! Minhas costas! Não-faça-isso!!!” gritou Harry quando Ron o cumprimentou batendo a mão espalmada nas costas do menino “Você quer me matar?! Por que não atira logo na minha cabeça?? Deve ser menos doloroso…!” exclamou choramingando.
“Cara… foi só um tapinha nas costas!” Ron encarou Harry com um olhar meio pasmado com tamanho escândalo.
“Fora que cê sabe né: ‘dói, um tapinha não dói…’” Ron cantarolou a última frase, que se referia ao refrão de um funk famoso.
“Dói sim! Eu tô todo ardido!”
“Pô, sacolé, eu num quero me meter não, mas cara… não vai pra essa vida não!” disse Ron se sentando ao lado de Hermione.
“Que vida… do que cê tá falando?” perguntou Harry sem entender lhufas.
“Essa história de acordar todo ardido… eu conheci um cara, que decidiu ir para esse tipo de vida. Não foi legal… sabe, depois de um tempo perde a graça.”
“Ron… cala a boca.” disse Harry ficando emburrado.
“Hahahahahaha, você leva as coisas muito a sério!” Ron deu um leve pedala na cabeça do amigo.
“Ei, você ainda me bate!!! Ah, que amigos que eu tenho…” disse Harry deprimido escondendo o rosto entre as pernas.
“Todo emo é estressadinho não?!” a voz irônica de Draco soou dentro da cabeça de Harry, fazendo-o despertar do pequeno momento de exacerbada sensibilidade.
“Vamos fazer alguma coisa, ficar aqui sentado não é tão legal…” mas nem Ron nem Hermione estavam prestando atenção no que o amigo lhes dizia… estavam com as bocas grudadas em algo muito mais interessante.
“Ai ai… namorados!” Harry suspirou desviando o olhar dos dois. Ele e Draco nunca poderiam ficar assim, como Mione e Ron, se beijando em público. Que… triste. Harry se sentiu infeliz por dentro.
“Namorados? Quem foi que disse que EU estou ao menos namorando com você de verdade, emozinho?” Harry sacudiu a cabeça, será que era patologicamente normal ficar ouvindo constantemente a voz de alguém dentro da mente? Então porque Harry estava ouvindo consecutivamente a voz de Draco dentro da dele?
Bufou, estava ficando entediado, queria fazer algo… queria… que será que ele queria? Uma resposta veio de forma sucinta: Ele queria estar com Draco.
Como assim? Não havia muito tempo que ele estivera junto de Draco, só fazia algumas horas em que estiveram juntos e afinal… de fato os dois só haviam tido uma troca de beijos… nada mais.
“Drac..” sussurrou Harry antes de perceber que quase falara em voz alta.
“Drac?” fez-se ouvir a voz de Hermione.
“O que seria Drac? Ou será que ele disse Drag? Uma drag queen?” perguntou Ron.
“Aff… eu não disse nada! E vocês não estavam se pegando agora a pouco, pararam só para me encher o saco?!” perguntou Harry, seu rosto tomando um tom de rosa explosivo.
Hermione parou de rir com o que Ron havia dito ao notar a expressão de Harry.
“Ei Harry, cê anda muito estressadinho, precisa tomar maracugina¹.” disse Ron de forma displicente.
Harry prendeu a respiração por um instante, o amigo de fato o chamara do que ele achava que chamara?
“Do-do que exatamente você me chamou?” o rosado explosivo de Harry tomou um tom perigosamente magenta.
“Do que o quê?” perguntou Ron.
“Como… como exatamente você me chamou?” O tom perigosamente magenta do rosto de Harry transformou-se em um assustador vermelho maçã.
“O quê? Que você tá estressadinho? E num é verdade?” Ron continuou de sua forma displicente, sem notar o tom extraordinariamente fúcsia que se aproximava.
O rosto extraordinariamente fúcsia de Harry parecia que iria explodir a qualquer momento, quem olhasse o menino naquele instante poderia pensar que de fato sua cabeça iria descolar do corpo, tornar-se uma bomba e explodir, exatamente como em certos videogames e filmes trashes.
“Ei Ron, cê já falou sobre a festa com o Harry?” perguntou Hermione, e a raiva do menino, prestes a explodir, congelou. O assunto era-lhe interessante, porém o extraordinariamente fúcsia de seu rosto não melhorou, apenas estagnou-se.
“Ah é… nem lembrei de falar!” respondeu Ron para a namorada. “Sácolé Harry, tu lembra da minha irmã? A Gina. Pois é, ela tá fazendo aniversário semana que vem. Como ela soube que eu tinha reentrado em contato com você e a Mione, pediu preu convidar vocês.”
Instantaneamente o extraordinariamente fúcsia do rosto de Harry voltou ao rosa normal de pele clara e sensível exposta excessivamente ao sol.
“A Gina… nossa, não a vejo há um tempão!” disse Harry vagamente se lembrando de uma menininha tímida e acanhada que não falava mais de duas palavras por vez. “Vai ter comida de graça? Tipo bolo, refri, salgados, doces e tudo o mais?” os olhos de Harry brilhavam ao fazer a pergunta.
“Claro né!” o amigo respondeu rindo abertamente.
“Quando, onde, que horas?” perguntou quase já sentindo o gosto de comida de festa.
“Vai ser quarta, sem ser essa, a próxima, lá em casa, às 8 horas da noite. Ce vai?”
“Sim sim, muito provavelmente!” seu rosto tomava um tom faceiro de rosa corado.
“Que bom, Gina ficará feliz.” disse Ron sorrindo.
“Mas ei, Ron e eu posso levar alguém comigo? Um amigo.” perguntou Harry nem ao menos tendo certeza de que Draco por ventura iria estar remotamente interessado em ir.
“Sei lá, acho que sim. Sabe como é, vai um bando de menina, acho que elas vão até gostar de ver mais um par de calças por lá.” disse Rony rindo.
“Hehehehe.” Harry riu amarelo, garotas… como se Draco quisesse elas!
Quer dizer…. e porque não as quereria? Bem, ele estava meio que saindo com Harry, não é? Fingindo em troca de favores que os dois namoravam. Não era bem sair, quer dizer, bem, ele não iria querer sair com qualquer outra pessoa, afinal, ele não teria inventado essa história de gayzisse. Ou era só mais uma forma de um playboyzinho entediado se divertir? Na verdade, o que isso de fato importava? Harry só estava ali pelas fotos e por seu fotolog ter a possibilidade de sempre estourar o número de coments. Se Draco quisesse sair com quem quer que fosse não era problema dele, desde que Harry tivesse todas as fotos que quisesse. Afinal, não é essa a prioridade? Não é isso que de fato importa…? Será?
A pergunta ressoou na mente de Harry, claro que ainda era cedo para perguntas tão complicadas, ele poderia chamar sua relação de namoro, afinal, era esse o trato. Mas, será que um dia podia virar um namoro de verdade? Porque até onde Harry sabia, ele só estava com Draco por interesses pessoais do outro, e bem, hoje em dia, um beijo era só um beijo. Bom, mas foram dois beijos afinal… quer dizer, um meio roubado e mal dado… tá, foi um beijo só afinal, e bem, não estamos na década de 20, onde um beijo era sinal de noivado…
“Harry… ern, Harry?” soou a voz de Ron em seu ouvido.
“Ein?” respondeu Harry saindo de seus devaneios, enfim reparando que alguém o chamava.
“Que cara era essa de carpa manguaceira??” perguntou Mione rindo.
“Carpa manguaceira??” repetiu Harry sem entender “Mione… cê anda falando cada coisa!”
“Ei, Harry, só queria te passar um na moral.” disse Ron.
“Um o que?”
“Te dá um toque e tal. Um na moral.” disse Ron tentando acelerar o assunto “É que tipo, tu sabe, eu moro no morro, lá neguinho num gosta muito não dessas viada… dessas, uhn…. desses trecos que tu usa, pulseirinha, brinquinho, maquiagem nos olhos e tals. E bem, essa sua blusa tamanho mulher também não é muito na moral. E se tu pudesse ir com roupa de gente normal sabe, pra festa da Gina, seria melhor.” disse Ron finalizando o assunto e olhando pra Harry, como ele não respondesse Ron continuou “Não por mim, ce sabe que eu num dô a mínima pra isso, mas é pra sua segurança. Não que lá seja perigoso e tals, mas sei lá, só pra garantir que ninguém vai encanar com a tua cara, saca.”
“Ah… é, tá, tudo bem.” respondeu Harry ainda pensando aonde arranjaria “blusas não-tamanho-mulher”. Bom, com Duda estava fora de questão, primeiro que ele ia ficar parecendo um saco de batatas sem batatas, segundo porque, bem, eram do Duda.
“Pode deixar, eu me viro pra arranjar uma roupa ‘normal’” disse Harry fazendo o sinal de aspas com os dedos quando falou a palavra normal “Sabe como é, a grande massa nunca entenderá uma demonstração de diferença cultural, ser diferente de todo mundo é um grande desafio, eu sou único, meu jeito de vestir é único! E isso sempre causará incômodo nas almas menos elevadas e despreparadas para o universo superior.” disse Harry como que encerrando um discurso filosófico.
“Mas você num era um emo?” perguntou Ron, Hermione pôs a mão na boca, abafando uma exclamação de choque.
“EU… NÃO-SOU-EMO!” disse Harry se levantando e apontando o dedo no rosto de Ron enquanto gritava. “EU TENHO ESTILO PRÓPRIO!” ele se virou ofendido e enfurecido indo embora.
Ron e Hermione assistiram o menino se distanciar, Hermione ainda com a mão tampando a boca, os olhos marejados, e Ron facialmente expressando perfeitamente a frase: “What the fuck…?” ²
“Cara… ele precisa de muita maracugina¹” disse Ron ainda sem aliviar sua expressão de exacerbada surpresa.
“Ron… Ron, você não deveria ter dito aquilo!” disse Hermione, as lágrimas correndo soltas, ela pôs a mão no rosto de Ron “Foi horrível!” disse com um soluço.
“E-eu… eu só achei que ele soubesse que era emo!” disse Ron ainda incrédulo.
oOo
“Draco, você quer ir numa festa comigo?” perguntou Harry assim que pôs o pé dentro da casa de Draco para mais uma rotina de trabalho de química depois da aula de quarta-feira, segunda Draco havia dito que tinha médico e Harry não tocara no assunto antes por não se sentir no clima enquanto estavam no colégio.
“Não.” respondeu tirando o tênis e largando-o no caminho do quarto.
“Vai ser legal, vai ser lá no Dona Marta.” disse Harry se referindo ao nome do morro que Ron morava.
Draco se virou para Harry.
“Você quer que eu vá num baile funk? Eu não.” respondeu Draco abrindo a porta de seu quarto.
“Nãão, não é um baile funk, olha pra minha cara, cê acha mesmo que eu ia prum baile funk?” questionou Harry largando a bolsa sobre a cama de Draco. “É a festa de aniversário da irmãzinha de um grande amigo meu.”
“Não vou, festa pra criança? Tô fora.” Draco ligou o computador enquanto tentava tirar uma de suas meias do pé.
“Aff, ela é só um ano mais nova que a gente! Não custa nada você ir!” disse Harry sentado na cama de Draco
“Custa meu tempo, eu não vou.”
“Tá, mas eu te convidei.” disse Harry quase aliviado com o não que recebeu. Ele o convidou mais para dizer que havia convidado, no entanto, não queria que Draco fosse. Estava muito bem na rotina que haviam criado, sempre se viam no colégio, iam para a casa de Draco alguns dias e eventualmente se encontravam nos finais de semana. Não precisava ir às festas com Draco.
O que Harry não queria assumir é que, assim que Ron falou em festa ele pensou em praticamente obrigar Draco a ir, mas após a menção ao fato de ter muitas garotas, Harry não sabia porquê, simplesmente achou melhor permanecer na convivência tradicional com Draco, sem festas.
“Vai pegando as folhas lá no escritório.” disse Draco esperando o computador acabar de carregar.
“O.k.” disse Harry indo na direção da biblioteca da casa de Draco.
Os dois passaram mais um dia exaustivo de trabalho em que Draco estava começando a passar o que tinham escrito para o computador, tendo que nesse processo corrigir os eventuais erros de gramática e/ou de redundância. Já se passavam das 9h da noite, Harry já bocejava com certa regularidade e Draco tinha que balançar a mão periodicamente para voltar a sentir os dedos.
“Vai ser quando essa festa aí que você quer ir?” perguntou Draco se desvirando da tela do monitor.
“Ahn… quarta, é, vai ser quarta que vem.” respondeu Harry sem óculos esfregando os olhos já cansados “Por que? Ficou com ciúmes e quer ir pra ver se eu não vou fazer nada de errado?” perguntou Harry tentando extrair um pouco de humor desse dia tão exaustivo.
“Há! Sinto tanto ciúme de você quanto sentiria de uma ameba. Não, eu só estou perguntando porque não quero que você e suas saídas noturnas não atrapalhem o desenvolvimento do nosso trabalho.” disse Draco já sem paciência com um dia tão chato.
“Oh sim, desculpe Sr. Perfeição, havia esquecido que pra você só o trabalho importa! Fazer um programa com seu namorado não parece interessante.” disse Harry sem nem notar direito o que acabara de dizer.
“Você não é meu namorado de verdade, nós só temos um acordo de interesse mútuo, basta apenas que as pessoas certas pensem que namoramos, não precisamos fazer programinhas românticos e besteiradas do gênero.” disse Draco se levantando e começando a reunir as coisas do trabalho de química.
“E-eu sei… tava só brincando.” disse Harry recolocando os óculos.
Draco parou de juntar os papéis.
“Eu só não quero que a gente confunda as coisas.” disse ele com pretensioso desinteresse, porém não disfarçando bem o nervosismo.
“Eu nunca confundiria! Por que, você está começando a ficar confuso?” perguntou Harry meio nervoso também com o assunto.
“Por que você ficou corado então?” perguntou Draco assumindo um ar malicioso.
“E-eu… eu não fiquei!” disse Harry mais depressa do que pretendia.
“Você ainda tá vermelho.” disse Draco cantarolando a frase e se aproximando de Harry.
“Hehehehehe… é que tá quente hoje sabe. Eu não gosto de tempo quente porque a gente fica sentindo calor e bem, pelo menos eu fico corado por conta disso, sabe como é, fui feito para tempos amenos e não combino com as estações do ano aqui do Rio, principalmente quando o tempo dá essa esquentada, já te disse que meus avós eram ingleses?” disse Harry de modo frenético desejando que Draco parasse de se aproximar com aquele olhar tão malicioso, e desejando que Draco estivesse vestindo uma blusa.
Draco ignorando a ladainha frenética de Harry se ajoelhou sobre o menino, se deliciando com o nervosismo do outro, era tudo que ele precisava para se lembrar de que quando Harry ficava sem jeito ele entrava no poder e podia fingir que em nenhum momento sentira o seu coração se descompassar. Draco largou as folhas ao lado de Harry e se ajoelhou na cama sobre o outro menino.
“Será que você de fato simplesmente enxerga tudo como um lance profissional?” perguntou Draco no ouvido de Harry.
“D-Draco…” disse Harry pousando a mão na cintura do outro menino.
Draco sentiu um arrepio ao longo da espinha ao toque na sua cintura, segurou o rosto de Harry e beijou-o. Não queria que Harry visse que agora era ele próprio havia ficado vermelho com apenas um leve toque cândido de Harry.
Os dois permaneceram em um longo beijo no qual nenhum queria dar o braço a torcer e afastar-se, afinal ambos apresentavam sinais de que aquilo não era puro interesse, de que na verdade desejavam o outro mais do que meramente contratualmente. Draco sentia sua calça apertada, o sangue percorria-lhe intensamente, dando um dos maiores sinais de que um homem já não contenta-se mais com apenas um beijo, e não queria que Harry visse aquilo e achasse que tinha algum poder sobre ele, embora de fato tivesse.
Harry sabia que assim que Draco se afastasse ele ficaria sem ar e mais vermelho do que estivera, e sabia que isso era tudo que Draco precisava para pisar em cima dele e ficar rindo de sua ‘sensibilidade’ ou o que quer que ele achasse que esse calor que fazia Harry se arrepiar fosse. Ele não queria dar margem para as brincadeiras de Draco, porque assim ele teria de colocar os pés de volta no mundo e perceber que só ele sentia algo a mais naquela relação.
Então os dois ficaram ali se beijando por tanto tempo que nem sabiam quanto havia se passado, nenhum dos dois com coragem de fazer algo mais além de beijar, e nenhum dos dois com coragem de afastar o rosto. Draco ainda de joelhos sobre Harry, suas penas já cansadas da posição, então ele sem agüentar mais relaxou as juntas e se sentou sobre o colo de Harry.
Harry sentiu Draco sentando nele. Seus olhos se abriram involuntariamente de surpresa, sentiu que corara ainda mais, seu coração ia sair pela garganta, não agüentou e puxou Draco para mais perto de si, tinha que abraçar o menino, era o que seu corpo queria.
Assim que sentou em Harry, Draco sentiu o menino tremer e logo em seguida o puxar em uma espécie de abraço, agora ele tinha certeza que a própria calça era de fato muito apertada. Ele pressionou mais a cabeça de Harry contra a sua, dando beijos muito mais vigorosos.
A mão de Harry foi naturalmente se mexendo pelas costas de Draco, e antes que ele percebesse, sua mão ultrapassara o limite do cós da calça do outro, sentindo por baixo da calça jeans a carne macia da região traseira dele. Quando se deu conta de aonde suas mãos estavam desviou-as da rota. Draco afastou seus lábios por um segundo e soltou uma risadinha, Harry sentiu seu rosto corar novamente.
Quando Draco pressionou ainda mais a cabeça de Harry contra a sua, percebeu que foi uma boa idéia, pois Harry começou a passear com as mãos pelas costas dele e vagarosamente elas foram descendo para o cós da calça, Harry pareceu deleitar-se com um bom amasso na região glútea de Draco, que de fato achou bom, mas de repente Harry retirou as mãos dali parecendo nervoso, Draco não agüentou e riu pelo recato do outro menino. Para mostrá-lo como se fazia Draco desceu as mãos escorrendo-as pelas costas de Harry, quando chegou aonde queria apertou com vontade puxando momentaneamente Harry para cima
“At the end of the world / Or the last thing I see / You are… never coming home / Never coming home”
Draco pulou ao ouvir a música tocando do celular jogado na cama, aproveitando a deixa se levantou, passou a mão no cabelo suspirando de forma exasperada, fingidamente exasperada. De costas para Harry, apenas virando o rosto disse:
“Já que você prefere atender ao telefone eu vou me arrumar para dormir.” dito isso ele se dirigiu ao banheiro, se gratificando por este ter sido um ótimo método de ir ao banheiro sem que Harry reparasse que ele se empolgara um pouco demais com o amasso, e assim teria de aliviar sua calça, que não era mais grande o suficiente para o volume nela contido.
Harry levou um susto quando ouviu o toque de My Chemical Romance do próprio celular, péssimo momento para alguém o ligar. Draco pulou do seu colo, Harry se virou para pegar o aparelho, tinha a intenção de desliga-lo, contudo, quando estava com ele na mão Draco falou de modo meio distante:
“Já que você prefere atender ao telefone eu vou me arrumar para dormir.” dito isso, se dirigiu ao banheiro deixando Harry pasmado com a mudança de postura do outro, de quente e caloroso para frio e distante.
Harry levantou os ombros, já que era assim resolveu atender ao telefone.
“Alô?”
“Alô, ce poderia chamar a sua vó?” perguntou a voz meio fanha de um homem.
“Vó?!”
“É, a dona Carolina, ela tá aí meu filho?”
“Ahh, não, esse celular é meu, e eu não tenho nenhuma vó chamada dona Carolina…” disse Harry com uma tremenda vontade de mandar a pessoa do outro lado da linha para lugares bem sujos.
“Tem certeza?” insistiu o senhor fanho.
“Não, eu não tenho certeza se eu tenho ou não uma vó chamada Carolina, sabe como é, sofro de amnésia!!” respondeu Harry fervendo de raiva e desligando o telefone na cara da pessoa.
Ah que raiva ele sentia, estava num momento tão bom, estava tudo tão perfeito, quando Draco ocupava sua boca com outras coisas além de implicâncias e sarcasmos ele podia até ser uma pessoa encantadora. Agora lá estava ele metido a zangado trancado no banheiro com aparente frieza em relação a Harry. Quando a vida dele iria dar certo? Porque esses momentos tão deliciosos e prazerosos tinham de ser interrompidos, era um avanço e um passo pra trás, assim ninguém andava…
Harry olhou para baixo, para o volume anormal que parecia existir dentro de sua calça, era melhor ele ir logo embora antes que Draco voltasse e o visse naquele estado, Harry não pretendia ser lembrado deste momento de vexame pelo outro menino, afinal, provavelmente Draco do jeito dele, não deve ter ficado nesse estado. Harry se levantou, se arrependendo logo em seguida, como a calça era justa o incômodo foi grande, e ele se reclinou um pouco de modo a ficar mais confortável. Em seguida começou a reunir seus pertences espalhados pela cama de Draco, o celular, lápis e canetas e o estojo, tacou tudo dentro da mochila.
Quando se dirigiu a porta do quarto de Draco, Harry respirou fundo, não podia simplesmente sair do quarto daquele jeito. O menino suspirou, tinha de pensar em algo realmente desestimulante, algo como… Harry começou a imaginar Duda dançando La Cucaracha, agitando os chocalhos em acompanhamento à música, vestindo apenas uma sunguinha e um sombreiro mexicano. Lá estava Duda rebolando, sua pança se agitando ao som da música latina. De repente tia Petúnia apareceu ao lado do filho, só de roupas de baixo, também agitando um chocalho e dançando, eventualmente eles rebolavam mais, acompanhando a música, Harry via claramente a barriga de Duda subindo e descendo, seu peito anormalmente grande balançando ao som da música, Harry podia ver em detalhes o sutiã rosa de rendinha da tia, a calcinha que ia até em cima do umbigo, as pelancas magras dos braços se agitando a cada chacoalhada… Quando tio Valter ameaçou entrar nos devaneios de Harry ele achou que já havia sido o suficiente para dessexcitá-lo, e preferiu apagar a visão da mente.
No momento que sua mão começou a girar a maçaneta, ouviu a porta do banheiro se abrir, um cheiro de sabonete e xampu invadiu o quarto, Harry sabia que Draco deveria estar só de tolha, o corpo ainda molhado, ele desviou os pensamentos, voltando a imaginar Duda de sunga.
“E-eu vou indo… sabe, o horário, meus tios. A gente se vê amanhã. E… desculpa, o celular, eu… Tchau!” e assim Harry saiu o mais rápido que pôde do quarto. Droga, assim que ele conseguiu relaxar da tensão sexual, Draco resolve sair do banho. Bom, pelo menos ele agüentara firme, Duda servia para alguma coisa afinal.
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