O mundo de um youkai
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[Capítulo 2]
No qual os motivos são apresentados
Imagino se neste momento a pessoa que lê esse texto não estará se perguntando por que? Por que deste texto? Por que apresentar todas essas pessoas? Por que você simplesmente não pára de escrever e assume sua falta de talento?
Todas essas perguntas são facilmente respondidas: porque eu preciso. Prometo que no final desta narrativa você entenderá.
Antes de tudo, vamos apresentar os fatos, se você for esperto se lembrará que o título deste texto é: O menino que roubava varinhas. Como nunca fui muito criativo nem tão perspicaz como minha amiga Hermione era às vezes, você deve acreditar quando digo que de fato este é o tema/motivo principal de eu estar entrando noite a dentro com uma pena, um tinteiro e um pergaminho, então podes descartar qualquer suposição que tenhas feito sobre o título deste livro na verdade ser uma metáfora ou qualquer outra coisa criativa e intelectual, o fato é, eu sou o menino que literalmente roubava varinhas.
Para ser sincero, não sou neste instante o menino ladrão de varinhas, por dois fatores essenciais, primeiro: eu não sou mais menino há muito tempo, e isso é algo irremediável; segundo: eu não roubo mais varinhas…. ou pelo menos já fazem 15 anos, acho que já posso me considerar curado, afinal, oportunidades não faltaram.
Antes que alguém fique chocado de mais para terminar de ler, devo me retificar explicando que nenhuma varinha foi roubada sem sentido, para todas eu tinha uma justificativa (que você encontrará ao longo deste texto), mas a principal foi a última roubada, que completou uma coleção inestimável e escondida dos outros em um local que eu jamais revelarei em vida. Pretendia na verdade destruí-las, mas nunca consegui finalizar este meu entendo, quem sabe no futuro alguém as ache e use numa causa mais benéfica?
Devo acrescentar que jamais usei as varinhas roubadas, embora em muitos momentos tenha tido vontade de fazê-lo, e também jamais as roubei visando algum lucro, mesmo sendo pobre e passando fome. Poder-se-ia afirmar que então eu era (ou sou) algo semelhante a um cleptomaníaco, mas também não se trata disso.
Antes que eu enverede muito profundamente por estes assuntos irrelevantes, imagino que já é tempo de começar a história.
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