Seu coração no meu - Capítulo 5

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[Clímax]

Certo, eu deixei o Scorpius desabafar, agora as coisas devem ser melhor contadas, não foi tudo tão ruim assim e eu não sou um passivista idiota como ele deu a entender nesse último texto. O que acontece é que ele ficou envergonhado demais com o que Albus viu quando voltou no dia seguinte para desfazer o feitiço – o que Scorpius inclusive não permitiu que fosse feito - para perdoá-lo tão cedo. Eu sinceramente não me importo. Albus é meu primo e eu acredito nele.

Mas falando nisso, eu tenho que parar de deixar o Scorpius escrever quando está com raiva, ele sempre me faz parecer um idiota. Não que eu realmente me importe com o que alguém vai pensar ao ler o que ele escreveu, mas nunca é legal se ver retratado como um retardado.

Eu vi sim quando entrei correndo naquele banheiro Scorpius se agarrando com o meu primo, e ele se esquece que eu e Albus somos da mesma família, e em famílias fofocas sobre os outros parentes sempre existem, principalmente quando meu pai é melhor amigo do outro pai. Eu já sabia que Scorpius e Albus haviam namorado e lembro até hoje do alívio do tio Harry quando os dois terminaram, ele deu uma festa no verão passado para comemorar. Não que tia Ginny tenha realmente gostado.

Só que eu estava tão nervoso e angustiado por acordar no meio da noite com aquela sensação de morte, que simplesmente não me importei com o que vi, queria só arrancar o Scorpius do meu primo e abraçá-lo.

Olha, eu realmente achei que não era da minha conta o relacionamento de vocês dois, só não estava afim morrer. Não pretendia também ter aquela briga na qual chamei meu primo de babaca invejoso, não é o tipo de coisa que eu digo, e você não devia ter dito que ele era realmente um invejoso, ou acrescentado me achava muito mais excitante que ele – eu sei que isso foi dito só para irritá-lo, não se preocupe -, mas você não pode realmente acreditar que Albus não estava bem intencionado, até certo ponto.

Sério, quando eu iria perceber sozinho que sentia ciúmes de você? Se não fosse pela cena que presenciei no banheiro, eu jamais deixaria esse sentimento vir a tona. Eu me senti um intruso horrível ali naquele banheiro, mas você correu na minha direção, me abraçou e se segurou em mim, passou pela minha cabeça naquele momento que talvez, e só talvez, você pudesse ter escolhido a mim, um pirralho dois anos mais novo e inexperiente no lugar do meu primo. Aquilo fez meu coração ficar estranho, e não foi por causa do transplante, eu tenho certeza.

Eu não deveria ter dito o que eu disse para o Albus, mas de repente eu me senti no direito de tentar te defender, sua mão na minha me deu uma inspiração de batalha que eu poucas vezes senti. Ainda bem que Albus é esperto o suficiente para saber que eu só disse aquilo tudo porque estava, bem, morrendo de ciúmes da intimidade que vocês dois tinham, que eu achava que nunca poderia ter.

Vamos, você tem que confessar que Albus foi genial! Só o transplante não era suficiente, estávamos sempre próximos, mas cada um ainda em seu canto. As algemas nos obrigaram a dividir uma cama.

Você não sabe como eu me senti quando me dei conta da situação como um todo…

Você dormiu!

Você não tem direito de escrever no meio do meu texto! Largue essa pena de repetição rápida!

Não. Eu vou te ajudar a escrever essa história, o Dr. Hodgson disse para fazermos isso.

A gente pode fazer isso depois. Não era para você ler esse texto aqui antes de eu terminar! Saí daqui!

Para de ser fresco, vou escrever com você.

Droga… é a minha vez!

Não seja criança, Hugo.

Certo. Mas só se você ficar calado a maior parte do tempo e me deixar narrar.

Ok, eu só vou te ajudar. Conte-me, como você se sentiu naquela situação? Você estava dormindo!

Você sabe o quanto é incômodo fazer isso enquanto você lê? Não posso simplesmente ser sincero com você baforando no meu pescoço o tempo todo…

Então fique aí escrevendo sozinho, mas eu vou acrescentar o que eu quiser depois.

Tá, tá. Apenas me deixe em paz.

Bom, Dr. Hodgson, como você pediu, estamos experimentando agora além de compartilhar nossos trabalhos, permitir que o outro participe ativamente do ato de escrever. Nada mais de escrever na surdina ou na calada da noite no meio de uma crise de insônia. Mas é impossível eu deixar agora o Scorpius ler o que vou escrever. Como o senhor sugeriu, tentarei dizer através desses textos tudo que sinto, já que sou uma porta na hora de dizer qualquer coisa que faça sentido oralmente.

Não deve ser tão difícil entender como é incômodo escrever sobre alguém com essa pessoa olhando tudo. Então, só dessa vez vou escrever sozinho. Prometo que depois deixo Scorpius acrescentar o comentário que ele quiser.

Já estou me arrependendo de permitir isso, mas tudo bem.

Assim que Albus nos empurrou na cama e em seguida nos algemou, eu pude ver um sorriso, e quando seguiu para a porta ele estava rindo alto. Após desejar boa noite em um tom estranho ele nos deixou sozinhos aqui.

Olha, tudo bem, o Scorpius namorou meu primo por uns dois anos, mas eu convivo com o Al desde criança e acho que tenho o direito de dizer que o conheço melhor. Eu sei que ele e o James sempre foram de aprontar coisas e vez ou outra eu até participava das travessuras, mas assim como o James, Al sempre teve - até certo ponto - um limite e uma boa intenção no que faz. E sim, eu sei que essa maldita boa intenção é o problema, ele acha que vai estar fazendo o bem mesmo quando, sei lá, acorrenta duas pessoas em uma cama contra a vontade delas.

Eu percebi na hora que aquilo era uma das travessuras dele, tinha que ter algum motivo por trás de tudo além de ciúmes. Foi quando pensei sobre esse possível motivo que me dei conta de estar de joelhos na cama de mão dadas e acorrentadas com Scorpius, no momento ainda sem blusa.

Olha, não importa o que Scorpius suponha sobre mim, mas a verdade é que corpos masculinos sempre me atraíram, eu sabia muito bem disso e por isso evitava os banheiros nos horários mais movimentados e nunca aceitei fazer parte do time de quadribol. Em que ele achava que eu gostava de pensar quando batia uma punheta sozinho no banheiro quando mais novo?

Só não gosto de invadir e de que invadam a minha privacidade. Sinceramente, o Scorpius sabe muito bem que o corpo dele é… é… ok, é excitante. Obvio que eu não consigo desviar os olhos e me sinto envergonhado quando ele me pegava observando.

Scorpius está no sétimo ano, já namorou Albus, é bonito e interessante. O que uma pessoa dessas faria com um pirralho do quinto ano esquisito como eu? Claro que eu ficava envergonhado, não queria me passar pelo idiota que se sente desesperadamente atraído por alguém impossível. Além do que, eu nunca tive experiência de nenhum nível com nenhum pessoa, além de um selinho no terceiro ano, eu acho.

Quando me vi preso numa cama com Scorpius semi despido, a memória do que eu o vira fazendo com Al instantes antes no banheiro voltou a minha mente, eu tive total consciência do meu corpo e do dele, que estava tão próximo.

Eu sempre odiei contatos-físicos-não-autorizados, sempre, mas caramba, eu não tinha reparado até aquele momento – ao reparar na minha mão dada com a dele -, que eu tinha abaixado a guarda sem nem me dar conta. Obviamente eu afastei desentrelacei nossas mãos rapidamente, era incômodo ficar tocando em alguém, ainda mais agora que meu coração tinha se desregulado de novo, e tenho certeza que não era por causa da transplante.

Ainda bem que o Scorpius estava distraído de mais xingando meu primo e tentando se livrar das correntes para reparar na minha contração repentina. Tocar ele passou novamente a ser algo excessivamente estranho, dava um nó na garganta. Mantive-me premeditadamente o mais afastado possível que os dez centímetro de corrente entre uma algema e outra permitiu.

Para não levantar suspeitas, eu acabei me forçando a fingir estar dormindo, mesmo quando ele me xingou e tentou me acordar com pontapés, continuei ressonando dissimuladamente. Eu precisava colocar os meus pensamentos em dia. E eu odeio, odeio climas ruins e essas coisas de se sentir estranho com outra pessoa. Por isso era melhor simplesmente evitar isso da forma mais simples. Fingir dormir, mesmo estando sem nenhum sono naquele momento. Eu tinha total consciência de cada molécula do meu corpo e elas pareciam estar sensível a cada ínfimo movimento de Scorpius.

Fiquei tempo de mais me esforçando em manter uma distância aceitável entre as pessoas e eu para me sentir bem quando de repente me dei conta de estar querendo por livre e espontânea vontade tocar e ser tocado por alguém. Isso é completamente errado.

Scorpius reclamou, se revoltou e tentou se libertar por horas, e eu quis amaldiçoar a porcaria da sua insônia, seria tão mais fácil se ele dormisse rápido.

Quando ele percebeu – horas depois – que não havia solução, resolveu que dormir era uma boa opção, então eu me virei assim que senti a respiração dele regular e tranqüila. Não sei direito por quê, mas eu simplesmente precisava olhar para ele.

O que eu senti foi… foi uma das coisas mais estranhas. Eu quis tocar o rosto dele enquanto observava seu semblante relaxado. Eu sabia que nunca teria tido esse impulso se Scorpius não estivesse adormecido, mas ser espontâneo parecia realmente mais fácil quando ele não estava me encarando com aqueles olhos atentos.

Eu sempre detestei tocar, sim eu vou ficar repetindo isso, tenho que deixar clara essa aversão. Quero fazer as pessoas entenderem o quanto eu odeio toques e contatos físicos desnecessários, o quanto sempre me irritou até mesmo o mais eventual esbarrão. Quero que você entenda a repercussão do que eu fiz, o quanto aquilo significou. Porque não vou saber dizer isso em voz alta, e eu preciso fazer você enter só através desse texto.

Eu, o odiador de contato-físico-não-autorizado, estiquei a minha mão e toquei o seu rosto no meio da noite. Entende o que isso significa para mim? Você compreende o que esse ato carrega consigo? Isso foi completamente bizarro.

Meu coração estava descompassado e eu nervoso e excitado, acabei não me dando conta de que ao invés de erguer a mão livre, ergui a algemada, fazendo sua mão vir junto.

Claro que além da insônia habitual você tem que ter essa porcaria de sono leve, então acordou quando eu fiz o movimento. Não deu tempo ao menos de apreciar a textura da sua pele, ou disfarçar o que eu estivera fazendo.

Seus olhos cinzas se puseram sobre mim, e logicamente eu não tive opção se não corar. Eu fora pego num ato que sempre recriminara. Tudo bem, eu sei que nas primeiras noites, no meio da sua insônia você costumava pular em segredo da sua cama para a minha, querendo sentir a proximidade. Mas isso era completamente diferente. Eu deixava aquele tipo de contato acontecer porque ainda não tínhamos nos acostumado com o incômodo que esse transplante causa e realmente, dormir juntos era mais confortável.

Só que eu nunca precisaria tocar o seu rosto para me sentir mais confortável com o feitiço sobre nós. Aquilo era um impulso estranho, mil vezes pior do que você tentar esconder que queria ficar abraçado comigo por conta do desconforto físico.

O que se seguiu, até agora não compreendo por completo. Eu pensei que você fosse me empurrar, se assustar, mandar eu ficar longe ou só me ignorar. Mas ao invés disso, você se aproximou mais e me puxou para um abraço confortável, beijou o topo da minha cabeça e voltou a dormir.

Cara, não fez sentido nenhum o que eu senti. Abraços não são bons, são coisas detestáveis e que eu sempre desprezei. No nosso caso eles serviam só para melhorar o incômodo da transplante. Mas o nó na minha garganta e aquele tipo de sensação confortável que passou por todo o meu corpo, quando abraçado por você, não tinham nada a ver com qualquer acidente com uma poção. E eu dormir logo em seguida, me sentindo em paz.

Você vê o quanto isso não tem nexo? Eu tenho razão em ficar assustado. É muito estranho, novo e sem o menor sentido. Como as pessoas podem achar esse tipo de coisa natural?

A manhã seguinte foi ainda mais estranha. Eu acordei com você fazendo carinho na minha nuca, e eu não quis abrir os olhos. Tudo bem, no geral eu nunca quero abrir os olhos de manhã, mas naquele dia havia algo quente percorrendo a minha coluna e se acumulando sobre o meu tórax. Era realmente bizarro eu estar gostando e querendo permanecer mais que o necessário em um abraço.

Em algum momento você percebeu que eu não estava mais dormindo, talvez eu tenha ficado todo rígido de tensão, sei lá. Quando você comentou sobre o fato de já ser bem tarde e termos sorte de ser um final de semana sem nada para fazer e eu olhei para cima, para você, o que foi aquilo?

Em um momento você estava falando sobre alguma coisa insignificante, no outro você estava me olhando estranho, e no seguinte seu rosto veio se aproximando. Claro que eu entrei em pânico. Seus olhos se fecharam e você veio chegando, sem avisar, do nada. Eu me assustei, até perceber que você estava querendo me beijar. A mim. Foi… foi uma coisa muito bizarra. Eu não esperava que você um dia quisesse me beijar, e daí eu percebi que eu andara querendo fazer isso também.

Olha, pior que um contato-físico-não-autorizado, é uma coisa que me assustava só pensar: receber um beijo. Mesmo um daqueles dados na bochecha por uma tia velha, uma prima sem noção ou qualquer outra pessoa pronta para me fazer odiá-las. Para você ter noção, a única pessoa que consegue me beijar – e ainda sobre fortes protestos – é a minha mãe.

Então você chega perto, e ao invés de pular longe ou te jogar pra fora da cama como eu deveria fazer - e teria feito se estivesse no meu estado normal -, eu fui na sua direção também. Eu estava morrendo de medo, lembro de ter fechado os olhos com força, e no pânico, acabei pulando em cima de você. Tá, foi idiota, eu sei.

Só que mais estranho foi você, que me puxou para mais perto. Eu achei, no momento inconseqüente que tomei impulso, que você ia se assustar, se dar conta do que estava prestes a fazer e me afastar. Trazer as coisas de volta para o patamar da normalidade.

Mas você me puxou para mais perto e nós passamos de pouco em pouco de só um beijo demorado para aquela fúria estranha, no fim eu já nem sabia mais aonde minha mão estava indo e nem onde você me tocava. Minha blusa desapareceu num movimento rápido e… você sabia que o encontro dos nossos corpos, pele contra pele seria tão… excitante? Eu tinha alguma noção disso, mas é completamente diferente quando realmente acontece, eu me assustei com o poder que um simples toque poderia ter.

Não é como se eu nunca tivesse ficado excitado antes na minha vida e desejado alguém para me satisfazer além da minha mão, nem como se eu fosse – como você pensa – um completo parvo com uma mentalidade de 12 anos.

Ok, eu sou inexperiente, mas eu só me assustei quando a sua mão foi para dentro da minha calça, não por conta do fator sexual em si, mas por nunca ter sido tocado intimamente antes. Uum choque muito grande percorreu meu corpo, e foi o susto pela intensidade do prazer que me fez saltar.

Sério, você não precisava ter rido, só piorou a situação, e eu me senti ainda mais imbecil. Dentro da minha cabeça desisti umas cem vezes de prosseguir com aquela insanidade.

Pelo menos você teve a decência de voltar a ficar sério e tentar me tranqüilizar. Tenho certeza que o seu primeiro beijo não foi dado acorrentado a uma cama com um cara mais velho e experiente, isso faria qualquer um entrar em parafuso.

Certo, o fato de você ser mais velho também tem as suas partes boas. Quando eu pude me acalmar o suficiente você passou a me tocar mais calmo, fazendo o prazer ser saboreado de uma forma… olha, eu sabia que ia chegar o momento na minha vida que eu passaria por todas essas experiência, só não imaginava, só não pensava que fosse… que fosse como foi. Totalmente diferente do que eu esperava, mil vezes melhor e… tá, acho que já deu para entender.

Quando você… você resolveu me mostrar uma outra forma de prazer eu… Er… Será que posso dizer isso aqui?

Bem, você disse que não só o… (Dr. Hodgson eu preciso usar essas palavras) meu pênis podia me dar prazer. Eu demorei mesmo um certo tempo para entender o queria dizer. Você não podia esperar que sentindo tantas coisas novas ao mesmo tempo eu estivesse me sentindo particularmente inteligente, com o raciocínio rápido.

Tá, e quando você disse que o que ia fazer me mim era para eu fazer de volta em você depois, eu fiquei levemente em pânico – sim, mais uma vez. Eu não me sentia capaz de ser o bastante para você, não na minha primeira vez sem experiência alguma.

Quando você me pediu para ficar de quatro eu realmente fiquei assustado, não queria dar meu primeiro beijo e logo em seguida fazer sexo, alguma coisa tinha que ir com calma pelo bem da minha sanidade.

Aí você me acalmou dizendo que não era aquilo, ainda.

Novamente, diferente do que você espera, eu não sou tão palerma. Eu já tinha sim explorado meu corpo e já sabia qual a minha orientação sexual, só não tinha tudo vontade de experimentá-la. Não até ser obrigado a ficar tanto tempo com você. E me refiro à poção em si e não às correntes. Eu já tinha explorado o meu corpo, então não precisava de toda aquela ladainha com você tentando me provar que estimular o… ânus era normal, eu sabia muito bem disso.

Se quer saber, o que você fez me agradou. Sim, eu tive um prazer imenso, mas isso ainda não quer dizer que agora já estou pronto para o próximo passo.

Quando seus beijos foram descendo pelas minhas costas até meu quadril, eu me senti extremamente nervoso. Primeiro lá estava eu, odiando qualquer tipo de contato físico com pessoas, repudiando beijos ao máximo. Depois estava feliz ao ser abraçado, ao receber beijos pelas minhas costas… Rola um certo choque aí, entende?

Porém, quando a sua língua… quando você chegou , eu simplesmente esqueci de todos esses problemas, só tinha a sua língua e o meu prazer, nada mais.

Se for para ser sincero, eu tenho que dizer que foi estranho. Na verdade, nem sei se estranho é a palavra certa, mas foi tudo tão novo, diferente e inesperado, que estranho é uma palavra até bem boa. Eu não sabia o que iria sentir, você afastou minhas nádegas e aquilo foi incômodo, sua língua me deu um arrepio nervoso, e depois senti o seu rosto contra aquela parte do meu corpo e…

Sei lá, de repente nem o incômodo ou o nervoso pareceram tão grandes e eu estava gemendo, apreciando. Acho até cheguei a pedi por mais quando… Certo, vou ter que parar de descrever sobre isso, já estou me sentindo excitado só de relembrar, não quero perder o fio de pensamento.

Bom, foi mais ou menos no meio disso tudo que o Al resolveu aparecer.

Tá, quem não ficaria sem graça de ser pego dessa forma? Tudo bem para você, que já transou com ele, mas ser pego todo… arreganhado por alguém da família nunca é legal. Ainda assim não sou eu que fica por aí, há três dias, caçando o Albus e tentando me vingar.

Pra sua informação, o Al entrou no nosso quarto naquele momento com a intenção de ver se estávamos bem, ele trazia inclusive comida e bebida para nós. Não que você tenha dado chance a ele de entregar.

“Uow! Vocês foram mais longe do que eu esperava!” não foi uma forma dele demonstrar ciúmes. Você tem que deixar de ser cabeça-dura, ele quis dizer que o plano dele tinha dado mais certo do que ele esperava, só isso.

Sim, eu acredito nas explicações dele. Como comentei, conheço-o desde sempre e sei da sua índole. Al não é uma pessoa mesquinha, e eu soube que você ficou foi é envergonhado de ter sido visto fazendo aquilo em alguém, ainda mais visto por um ex-namorado.

Se quer saber, acho que o plano do Al foi bem bom. Deu certo, não? Enfim parei de ficar tão retraído e com uma intensidade gritante me dei conta do que estava sentindo. Tudo bem, ele podia ter entrado em outro momento que não aquele, mas concorda que bater na porta não teria feito muito sentido? Nós não poderíamos abri-la de qualquer forma. Ele só não esperava que tivéssemos ido tão longe, por isso foi logo entrando.

Você realmente me assustou com a sua reação naquele momento. Eu fiquei vermelho de vergonha, e você de raiva. Cheguei a achar que os seus gritos e objetos tacados com todo o ímpeto fossem atrair todo castelo para nossa porta, então todos veriam nós dois pelados e acorrentados juntos na cama. Cara, tem noção no quanto eu quis te bater para você ficar quieto?

Obviamente Al fugiu, estava impossível de conversar com você. Eu mesmo jamais teria tentado me explicar enquanto alguém arremessa abajurs e arrasta a cama junto consigo enquanto parece querer me matar com todas as forças.

Falando nisso, esse sim foi o motivo do seu pulso ter ficado marcado. Enquanto estávamos os dois na cama, pudemos perfeitamente nos movimentar sem maiores incômodos Se você não tivesse ficado tentando avançar em Albus arrastando a cama e eu junto, seu pulso jamais teria ficado com um hematoma.

Então, se você puder por favor pelo menos parar de perseguir Albus insanamente eu ficarei feliz. A única culpa dele foi tentar nos juntar. E deu certo, não é?

Por favor Scorpius, desnecessária toda essa raiva.


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